26 de ago. de 2013

Conheça homens e mulheres que optaram por uma vida mais simples



Advogada Débora Paglioni, de 23 anos, 
acredita que ser simples é uma postura 
que tem a ver com bem-estar e consciência
 (Foto: Estado de Minas)
Você pode ter passado a vida inteira, ou parte dela, ouvindo a expressão: tempo é dinheiro. Conhecido de perto um universo em que ter do “bom e do melhor” é sinônimo de uma vida sossegada. Também deve ter escutado, e acreditado, que comprar roupas, sapatos e supérfluos alivia o estresse, principalmente, das mulheres durante a tensão pré-menstrual (TPM).

23 de ago. de 2013

E se o dinheiro não fosse o mais importante?

Aqui vai um vídeo muito interessante, para os que estão ou não buscando Orientação Profissional!

Possibilita uma reflexão importante acerca das escolhas profissionais: o que escolhemos, por que escolhemos e onde as nossas escolhas nos levam.

Fica o convite para assistir ao vídeo, questionar suas escolhas e posicionamentos profissionais... e poder apostar com toda fé naquilo que realmente te realiza!




22 de abr. de 2013

A passividade do brasileiro




Matéria da revista época de 2007, assinada por Martha Mendonça e Ronald Freitas e traz o resultado de uma pesquisa feita pelo psicólogo Fábio Iglesias, que estudou a dificuldade do brasileiro em reclamar.

Diz o pesquisador que um dos principais motivos de não o fazermos tem a ver com uma noção mais coletivista de sociedade. Diz ele que somos orientados a agir a partir do que acreditamos ser o que o outro pensa ou quer, portanto se ninguém vai reclamar porque logo eu vou bancar o “chato”.

Outros fatores como o jeitinho, a impunidade, a falta de divulgação de ações dessa natureza e nosso antecedente histórico são levantados como influenciadores de tal comportamento.

O que nos interessa é pensar como isso influencia o indivíduo.

  • Será que faz bem ‘engolirmos tantos sapos’ em nome de um bem estar geral?
  • Como nos sentimos quando dizemos sim para o que se quer dizer não? 
  • E quando vemos uma injustiça e não a denunciamos?

Esse silêncio pode até favorecer a construção de bons relacionamentos, mas chega um momento em que é preciso falar, gritar, se queixar, é preciso se expor e é preciso agir.

Tanto em termos individuais, quanto coletivos, isso é extremamente importante para a manutenção da saúde psíquica e física e para que possamos caminhar no sentido de uma sociedade mais justa e saudável.




Quer saber mais, clique no link da matéria:

Por que o brasileiro não reclama?

E nos posts relacionados: 



Nós a sociedade

11 de abr. de 2013

Pequena história sobre responsabilidade



A responsabilidade não é algo tão simples de se explicar ou de percebermos quando estamos envolvidos em uma situação. É sempre mais fácil acharmos um culpado, “um cristo”. Alguém que receba em seus ombros toda a carga de responsabilidade pelas coisas não estarem dando certo em nossa vida.

Achar este “cristo” é ótimo, dessa forma não temos que olhar as nossas próprias falhas, erros ou defeitos, precisamos apenas nos queixar. Por um lado isso é bom, reconhecer que somos falhos em alguns momentos ou que de alguma forma colaboramos para que as coisas não dêem certo em nossas vidas pode ser um processo muito doloroso. Por outro lado assumir a responsabilidade de nossas ações e escolhas pode nos dar mais força e tranquilidade. Quando assumimos a responsabilidade, tanto nos erros quanto nos acertos, tomamos as rédeas de nossas vidas nas mãos.

Quero contar algo que aconteceu comigo outro dia.

Era uma quarta-feira e eu estava sem dormir direito, sem comer direito e com um dia cheio pela frente. Mas irei focar em apenas em um destes compromissos. Buscar minha filha na casa dos meus pais e estar de volta em casa às sete horas da noite.

Irei deixar de lado os motivos do porque deste horário, mas era importante que ela estivesse em casa as sete. Por isso prometi a minha esposa que cumpriria o horário combinado. E aí está o problema. Eu e minha esposa, por razões que não interessam neste momento, entendemos o tempo de maneira um pouco diferente. Para ela sete horas, são sete horas. E para mim, sete horas podem ser sete, sete e quinze, ou como costumo dizer, sete e pouquinho. Já percebendo que eu iria utilizar o meu “relógio” para trazer minha filha no horário, ela ficou irritada comigo e eu, por meu lado, fiquei irritado porque, na minha cabeça ela não percebia que eu tinha uma porção de coisas para resolver.

Dessa forma lá fui eu. Durante boa parte do caminho, fui remoendo aquela raiva e pensando como ela era intransigente, como ela não olhava para mim e para as minhas necessidades e que a culpa de eu estar preso no trânsito infernal das seis horas era toda dela. Eu havia achado o meu “cristo”.

Porém, em determinado momento comecei a pensar que poderia ter feito diferente. E que fora eu quem assumira o compromisso de trazer a nossa filha para casa naquele horário. Fazer as coisas daquela forma havia sido uma escolha minha, e se estava preso no trânsito das ruas apertadas de São Caetano, era porque eu tinha escolhido assim. E já que eu havia escolhido dessa forma e que havia assumido aquele compromisso eu iria cumpri-lo, da melhor maneira possível. Então a raiva se dissipou e eu continuei o meu caminho.

Vejam, eu não deixei de estar cansado, estressado, mal alimentado e preso no trânsito. E tão pouco deixei de ter os meus compromissos. Eu apenas assumi a responsabilidade por meus atos. Isso me deu força e tranqüilidade para fazer o que eu me comprometi a fazer. Se por outro lado, eu tivesse continuado a por a culpa na minha esposa por toda aquela situação, isso poderia levar a uma briga e um mal estar desnecessário.

Resolvi citar este exemplo de algo corriqueiro para mostrar que podemos assumir a responsabilidade por nossos atos a todo momento, e não só em momentos chave de nossas vidas, como a escolha da profissão, a decisão de se casar, de ter filhos, de se separar, se aposentar, e tantas outras. É muito mais uma atitude que assumimos perante a vida.

É claro que não é fácil e nem acontece da noite para o dia, mas com esforço e constância as coisas vão ficando mais fáceis.

Para terminar a história, cheguei em casa as 07hs10 e depois de uma noite de caras fechadas, fizemos as pazes no dia seguinte.

Nós a Sociadade



Na maioria das vezes em que inicio, participo ou assisto uma discussão sobre a sociedade algo me incomoda profundamente.
E são várias as questões que me incomodam: o que é ético e o que está dentro da lei? As desigualdades que proporcionamos e produzimos e a vontade de ajudar os menos favorecidos. As pessoas reduzidas a números e a quantos números mais ela pode gerar.
O que traz esperança é que não sou o único a sentir o gosto amargo disso tudo, sou apenas um dos muitos que estão cada vez mais enjoados e enojados de ver tanta falta de respeito, tanta hipocrisia e tanto medo de fazer o certo.
Não sou exemplo nem tampouco o cara que faz tudo certo e que não sofre com arrependimentos e com os “e ses” e que vive a sonhar com maneiras mágicas de fazer tudo entrar nos eixos. Estou convencido de que não tenho as respostas e estou certo de que se alguém as tem deve estar tão louco quanto Darwin ao não querer apresentar sua teoria para o mundo(http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin).

Mesmo assim eu quero propor algo, ou melhor, quero sugerir uma pequena mudança no modo como falamos/pensamos a sociedade.

Já ouvi e falei um milhão de vezes: “A sociedade produz monstros com os quais não consegue lidar”, “As pessoas não se respeitam”, “Eles se comportam como animais no trânsito”.

O que proponho é algo simples e que apesar de simples desde que o adotei já perdi algumas noites de sono.

A mudança é dizer “nós”. Afinal de contas “nós” somos a sociedade e “nós” podemos ser as “pessoas” ou os “eles” para alguém.

Portanto: “Nós produzimos monstros com os quais não sabemos lidar”, “Nós não nos respeitamos” e “Nós nos comportamos como animais no trânsito”.

Somos todos produtos da sociedade e são as condições materiais deste mundo, que irão moldar nossa consciência, que irão influenciar as nossas ações e o nosso julgamento diante de um fato ou acontecimento. 

Porém, somos também produtores e parte ativa desta mesma sociedade. Influenciamos o comportamento dos outros à nossa volta e a nossa forma de julgar o outro irá influenciar o julgamento dos demais. Nós podemos simplesmente reproduzir algo, quando repetimos um discurso que já ouvimos um milhão de vezes sem nos questionar sobre o que ele significa, ou podemos produzir algo novo quando questionamos, nos indignamos, ou alteramos algo com o qual não concordamos. 

A responsabilidade pela mudança reside em nós mesmos e esta é nossa benção e nossa maldição.
Nós somos a sociedade. Nós somos o povo, nós fazemos parte desse mundo e somente nós podemos mudá-lo.

A estrada é longa, o caminho é deserto e o lobo mau se esconde aqui por perto. É, não é uma caminhada fácil, mas como diz Seth Godin em palestra feita no TED, “o que os seres humanos fazem é alterar o status quo” e este é um tempo de enormes mudanças. (http://www.ted.com/talks/seth_godin_on_the_tribes_we_lead.html)

Autoconhecimento

 Foto: Luiz Boscardin

Tenho percebido como o autoconhecimento, além de ser matéria prima no trabalho de psicoterapia, passa também a ser valorizado nas organizações.

O líder de hoje nas organizações não é mais aquele que manda e é obedecido por quem tem juízo. Hoje as pessoas questionam mais, querem saber o porque daquilo que estão fazendo e o mais importante, se não estão felizes no lugar em que estão simplesmente vão embora e arrumam um novo emprego e nesse processo as organizações tem perdido muitos talentos.

No consultório nem se fala, o autoconhecimento é peça chave de todo o processo, pois no final das contas não estamos ali para ‘consertar’, o marido, a esposa, os filhos, o chefe, os pais, etc, estamos ali para refletir, questionar e resignificar como a pessoa que está ali à nossa frente relaciona-se com cada um destes outros atores, para aí sim pensarmos estratégias de como fazer diferente, na expectativa de assim gerar respostas diferentes da outra parte.

Pois bem, mas o que quero discutir aqui e o que venho pensando é como fazer isso? Como dar o primeiro passo em direção ao autoconhecimento?

A resposta que me surgiu pode parecer simples e banal, mas é algo por vezes difícil de se colocar em prática, como todo passo quando estamos lidando com a alma humana.

O primeiro passo é se perguntar: ‘como estou cumprindo as minhas tarefas? Como estou me relacionando com aquela pessoa, ou equipe? Como estou me relacionando com meu chefe, meu pai, esposo, esposa? Será que posso fazer diferente? Será que posso fazer melhor?’

Podemos responder a estas questões de forma rápida e simples: ‘Bem. Muito bem. Excelente. Claro sempre dá pra fazer melhor!’ Se por um acaso você respondeu a estas perguntas de forma rápida e rasteira, bom então a próxima pergunta é: ‘Porque você não está se deixando pensar nem um pouquinho sobre o tema? Do que você está se defendendo?’

Quando nos questionamos estamos admitindo para nós mesmos e para os outros que somos falhos e que não somos perfeitos como gostaríamos de ser, ou que não somos o profissional que a última edição de uma revista diz que eu devo ser para alcançar o sucesso, ou a mãe perfeita para meus filhos, ou qualquer outro modelo ideal de humano que tentam nos empurrar goela abaixo.

Isso no consultório talvez seja mais fácil, pois esse é um ambiente seguro, já no ambiente de trabalho é mais difícil já que mexe com a ideia de profissional que as pessoas, e nós mesmos, temos a nosso respeito e por incrível que possa parecer a maioria das empresas busca o cara, ou a mulher, da capa da revista do mês.

Temos que nos lembrar que acima de tudo somos pessoas que se relacionam com pessoas, que assim como nós mesmos são falhos, tem medos, inseguranças e qualidades, muitas qualidades. E que se não soubermos qual é a nossa parcela de responsabilidade nestes relacionamentos, não poderemos fazer diferente, ou melhor.

O primeiro passo, portanto a meu ver é questionar-se, desprendida e corajosamente, sobre o que fazemos e como fazemos. E se preciso pedir ajuda para pensarmos sobre isso.

Abraços e até a próxima.

Por que adoramos o fim do mundo?



Estamos volta e maia, quer dizer meia, encarando o tal do fim do mundo.

Em 1999, quando havia o medo de que o mundo acabasse na virada para o ano 2000, o 'bug do milênio' e o caral.. a quatro, comprei um livro falando dessa nossa vontade de acabar com tudo e relatando outros finais de mundo.

Desde então passamos por mais alguns. Dessa vez foi o fim do calendário Maia, devo admitir que este foi dos mais sinistros que já vi. Programas de TV, documentários, gente ganhando uma grana preta ensinando pessoas a sobreviver e claro a como matar outras pessoas para fazer isso, coisa de norte americano...

Não quero aqui desmerecer o fim do tal calendário acredito que de uma forma ou de outra ele é um marco e como tal poderá ganhar um sentido em nossa história como espécie, mas isso só veremos no futuro.

O que estava pensando era no nosso desejo em que o mundo acabe.

Sim desejo. Parace-me que por trás de todo esse frenesi há o mais puro e verdadeiro desejo de que tudo se acabe. Parece haver uma compreensão, mesmo que velada, de que as coisas não estão bem. De que apesar de agora termos Ipads, Iphones, filmes em 3D, Kindles, carros flex e TVs digitais de tela plana, as coisas não estão bem.

"Ora se as coisas não estão bem não é só consertá-las?" O problema é que nunca é tão simples assim. Consertar coisas como por exemplo: a desigualdade social, a exploração indiscriminada de nossos recursos naturais, o estresse e a ansiedade generalizados que corroem pessoas e relações, irá exigir muito trabalho, determinação e algumas vezes que abramos mão de coisas que gostamos e que nos trazem conforto e praticidade.

Mais fácil um meteoro vir e acabar com tudo. Mais fácil uma raça alienígena super avançada vir e nos escravizar. Mais fácil as placas tectônicas se soltarem e a crosta terrestre virar gelatina. Mais fácil jogar a responsabilidade de mudar as coisas para os outros.

O fato é que o mundo não acabou e ainda estamos aqui, à nossa própria mecê. Vítimas e carrascos de nossas próprias escolhas.

Continua em nossas mãos fazer diferente. Eu mesmo ainda não sei bem o que fazer, ou do que abriria mão, mas continuo acreditando que nós, como seres humanos capazes de nos adaptar às mais adversas situações, encontraremos alternativas.

Um bom mundo novo para você.